quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

abracadabra


Muitas pessoas hão-de julgar, que a hipnose é coisa que pertence ao mundo do espectáculo, em que pessoas são sugestionadas a fazer determinadas coisas num estado de transe hipnótico, ou ainda como ajuda terapêutica desde que levada a cabo por um clínico experiente. Tudo isto pode parecer surreal, mas trata-se de uma técnica aceite clinicamente.
Contudo, a hipnose não está tão distante de nós quanto isso, uma vez que, é algo que todos fazemos diariamente, sem os comandos habituais (está a sentir-se cada vez mais lento) ou mesmo sem a voz monocórdica do hipnotizador. A hipnose é apenas e tão somente uma forma de aprendizagem inconsciente e cada vez que utilizamos determinadas formas de falar com os nossos filhos, conseguimos penetrar no seu inconsciente, programando-os sem que nós próprios tenhamos a consciência de que o estamos a fazer...
A má noticia é que todos os dias incutimos no nossos filhos mensagens (inputs) e caso contenham a informação errada ou distorcida podem ter repercussões para o resto da vida. "Olha que vais chegar atrasado", "És um desastrado", "És sempre a mesma coisa", "Nunca fazes aquilo que te digo", "Tiras-me do sério", "Não consigo dar conta de ti", "Não fazes nada de jeito". E podemos ficar por aqui, já deu para perceber a ideia. As crianças que ouvem constantemente este tipo de "elogios" terão uma maior propensão a dizerem perante uma crise ou dificuldade com que se deparem, que não sabem o que fazer, ou que não não são capazes de fazer seja aquilo que for.
A boa noticia é que, se já sabemos  como funciona, e já que a mente de uma criança está ávida por saber que tipo de pessoa é, quem é, se tem habilidade para fazer determinada coisa ou não, mais vale que lhe demos a imputação certa e aquela que fará dela uma pessoa mais confiante.
Vale a pena parar e contar até dez (ou até cinquenta) antes que nos saia da boca algo que, em primeiro lugar, nem sequer é verdade na maior parte dos casos, e em segundo lugar pode ter consequências quer ao nível das crenças que a criança tem acerca de si, quer acerca da forma como ela lida com essas crenças.
Vale a pena reflectir acerca de quão diferente será a vida dos nossos filhos, se eles tiverem a convicção de que são verdadeiramente o melhor do nosso mundo. 



Inspiração aqui

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

sempre a gratidão

Como uma espécie mantra, sigo este blog há muito tempo.
Pela persistência, pelo entusiasmo nas mais pequenas coisas, pela motivação e inspiração.
Hoje podemos "somente" ser gratos assim:


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

organização de casa 1.0: hall de entrada

No que respeita à organização da casa, existem algumas máximas que devem ser respeitadas à risca, nomeadamente: cada coisa tem o seu lugar.
Considero que é muito mais fácil manter uma casa arrumada se tivermos lugar para arrumar tudo e mais alguma coisa, a começar pelo hall de entrada, um lugar de despejo, onde deixamos casacos, chapéus, cachecóis, carteiras, lenços, sapatos, mochilas, lancheiras, bibes...
Quando a família cresce, crescem e muito as necessidades de arrumar tudo o que trazemos quando chegamos a casa, mas também de as arrumar e deixar prontas "para levar" no dia seguinte.
O ideal é combinar um móvel com cabides e um banco que sirva simultaneamente de arrumação de calçado, ou de outras coisas. 
Existe coisa mais irritante do que casacos e carteiras pendurados nos braços dos sofás?
Ficam aqui algumas ideias de halls de entrada práticos e funcionais. 




cultura geral

Estava eu há pouco a fazer o jantar na cozinha, e aparece o meu filho mais velho a chamar-me para ver uma coisa na televisão.

Completamente cheio de entusiasmo para dar uma notícia em primeira mão:

- "Mãe depressa anda ver na televisão: O Pai da Violetta ganhou... olha!!!"


Qualquer semelhança entre o Alexis Tsipras: o revolucionário sexy e o pai da Violetta são mera coincidência

10 coisas que as pessoas bem sucedidas fazem


fonte

Existem pessoas que admiramos, que nos fascinam, que não desistem, que abraçam desafios.
Muitas vezes perdem, mas levantam-se e continuam, porque o pior que pode acontecer será tão somente tirar uma enorme aprendizagem de tudo o que aconteceu e seguir em frente, continuar.
Afinal o que é que essas pessoas fazem de diferente? Muita coisa.

1 - Seguem em frente.
Não perdem tempo a lamentar-se e a ter pena de si próprios. "Ah e tal já viste o que me aconteceu? ...eu não tenho sorte nenhuma...".

2 - Mantém o controlo da sua vida.
Não abdicam do controlo nas suas próprias vidas, não perdem tempo pedindo opiniões a este ou aquele. Tomam as suas decisões. Sozinhos.

sábado, 24 de janeiro de 2015

pecado: gula

Extravagâncias destas SÓ devem ter lugar ao fim de semana. A amamentação ajuda, mas só por si não faz milagres. Chocolate e manteiga de amendoim: são a combinação perfeita para os grandes e pequenos cá de casa. Tenho para mim que substituindo o manteiga de amendoim por caramelo, também ficaria muito bem...
Encontrei a receita neste blog. Ingredientes necessários: uma gula enorme. Instruções: comer um quadrado de cada vez.



sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

DIY velas aromáticas (não) faça você mesmo

Queridas donas de casa (desesperadas) deste país, caso queiram impressionar (e muito) as vossas visitas, há uma  coisa que funciona muito bem, que é ter uma casa que cheira bem. Pode cheirar a limpa, a bolachas acabadas de fazer, a ambientador, a incenso, a velas...
Hoje antes de chegar cá a casa uma amiga minha, que veio fazer cinesioterapia ao meu mais novo que tem muco até mais não, pedi ao meu marido para acender umas velinhas de cheiro. 
Então, achando a pessoa, que as velas não deitavam cheiro suficiente, eis que se lembra, assim só por acaso, de queimar uma folha de alfazema do ramo que eu tinha na cozinha...
Quando chegou a minha amiga, assim que entrámos no quarto somos completamente inundadas por um cheiro tão intenso que mais lembrava o parque de campismo do sudueste...
Achei aquilo tão estranho, que até comentei com a visita que as velas tinham um aroma muito intenso...(nem imagino o que ela pensou, ou melhor, imagino).
Só depois é que perguntei que velas eram aquelas e então ele me explicou, como levou à prática a sua brilhante ideia.
Eu sei que o miúdo está completamente entupido, mas daí a fazer uma terapia com estes cheiros vai uma longa distância.
Ainda não sei onde vamos dormir esta noite, naquele quarto não se pode entrar. 
Só lá faltam a PJ Harvey, os Placebo, os Ks Choice, Moloko...

priorizar o essencial


Já aqui escrevi cerca de 3580 vezes, que sou obcecada por fazer listas, como também por levá-las literalmente à risca e gostar (adorar) riscar tudo o que tenho feito.
Esta lista serve para tomarmos uma maior consciência de quem somos, de como nos relacionamos com os outros, com aquilo que temos e também com o que desejamos ter, mas acima de tudo ser. 
Um exercício simples mas complexo, que vai servir não só para reflectir, mas acima de tudo para nos consciencializarmos intimamente de tudo aquilo que está bem à nossa frente mas nem sempre conseguimos ver.
Não conseguimos porque estamos muitoooo ocupadas na correria casa-trabalho-casa-miúdos no banho-jantar-miúdos a dormir- desmaiar. Mas mesmo no meio de de uma enorme azáfama familiar, no meio das actividades extra curriculares, das máquinas de roupa para fazer, das reuniões para preparar, dos relatórios por fazer, ventilans, soro fisiológico, casa arrumada, casa num caos, não acordes o teu irmão, quando é podemos ir os dois jantar fora?,...É possível trabalhar a serenidade quando pensamos estar no meio do caos. Parece difícil? Só com magia? Talvez. Acho que é uma motivação para fazer diferente, para fazer melhor. É isso, ou então talvez seja "simplesmente" psicologia positiva...Confere Vizinha F?
Desejo-vos um fantástico fim de semana!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

estou-me nas tintas para isso

É como quem diz...... estou-me completamente a #%@&$ para isso.
Quem nunca fez estas coreografias no carro que atire a primeira pedra.
Quem nunca foi apanhado a fazê-las que o diga, quem nunca disfarçou desta boa maneira que o diga também.
Talvez este video até seja melhor que o original. Talvez. 



quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

vai sonhando com isso

Ainda não há um mês que voltei ao trabalho, e devido a esta altura do ano fantástica que se chama inverno, já estou novamente em casa  desta vez não com um, mas com os dois miúdos. 
Agora que tinha voltado ao activo, que já me vestia sem ser de fato de treino, que já tinha voltado a usar rimel, a estar no trabalho às nove, dois novos casos para trabalhar, um de um menino com recusa escolar outro com mutismo selectivo. Sessões para preparar, materiais, investimento. Já me estava a habituar a voltar a ter vida própria novamente, eis senão quando me vejo a mãos novamente com terminologia técnica como ventilan, aspirador de ranho, aerius, maxilase, aerossol, xarope de cenoura, soro fisiológico,amoxicilina, água do mar, termómetro, ben-u-ron...
Depois de uma noite muito mal dormida, com toda  agente a tossir e a fungar nesta casa, o meu filho mais velho veio ter comigo e diz-me que gosta muito da nossa família, mas que agora gostava de ter uma mana.
Deves.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

ordem de trabalhos


O meu assumido transtorno-obsessivo compulsivo por listas, conheceu hoje um novo limite: fazer uma Ordem de trabalhos de assuntos a debater num almoço com amigos. Fartei-me um bocado de passar às vezes cinco e seis horas com pessoas de quem gosto tanto de conversar e quando chega a hora de nos despedirmos há sempre aquele lamento consciente: "Olha não conseguimos falar nada de jeito...", umas vezes porque nos falta efectivamente a atenção não o tempo, porque só somos interrompidos constantemente, outra vezes porque temos a mente tão cheia que não nos lembramos de focar os assuntos para os quais gostaríamos de pedir uma opinião ou simplesmente partilhar.
Um ideia para repetir. Com os amigos de sempre.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

organização 1.0

É largamente conhecido o meu transtorno obsessivo compulsivo no que se refere a fazer listas, listas de compras do supermercado, listas de compras de roupa básica para comprar nos saldos, listas de compras no ikea,  listas de coisas para fazer, listas de sítios para visitar, listas de coisas para fazer em casa, listas de coisas para o meu marido fazer em casa, listas de coisas para fazer até ao verão, listas de coisas para fazer até ao outono. As listas funcionam como objectivos para mim. Fazem-me andar para a frente e fazer coisas.
Hoje estou a travar uma luta com papeis. Preciso de colocar papeis no sítio, separar por assuntos, por prioridades, deitar fora o que não interessa. Por isso hoje o dia é dedicado às agendas, aos calendários, às fichas de clientes, de materiais de avaliação, de guardar relatórios no sitio certo, de arquivar  processos, à gestão da social media, de passwords perdidas e recuperadas, enfim, a "destralhar" as secretárias, a de casa e a do trabalho, a pasta que tem papeis "que podem vir a fazer falta", fotocópias obsoletas, ideias escritas em papeis do supermercado.
Se é para começar bem o ano, que seja de uma forma organizada. mesmo que seja só até ao final do mês, mas em todo o caso já é um começo.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

começar de novo


Porque gostamos de balanços,
Porque gostamos de criar objectivos,
Porque acreditamos em primeiras e segundas oportunidades,
Porque somos pelos erros,
Porque somos pelas aprendizagens que retiramos de tudo quanto fazemos,
Porque sabemos que podemos sempre fazer mais e melhor,
Porque somos pelas ideias que "parecem" absurdas,
Porque gostamos da sensação de começar de novo,
Porque o melhor dia da nossa vida é hoje.
Feliz 2015!!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

ornatos VS violeta

No fim-de-semana passado, descobri que afinal a minha afilhada de três anos, não se chamava M. mas sim Violeta, disse-me assim sem mais nem menos: "Chama-me Violeta Madrinha !!" e reforçou ainda desta maneira: "Não posso ir brincar porque eu sou a Violeta e agora vou para  aula de ginástica" - que é como quem diz, eu sou uma artista e aqui não há margem para brincadeiras porque eu sou muito profissional.
Percebi que a febre Violeta a tinha atacado fortemente, diz-se que influenciada pelo ambiente - amigas mais velhas (5 anos) que veneram a Violeta e as músicas da Violeta e o namorado da Violeta que se chama Tomás, personagem que de resto o meu filho mais velho deveria ter encarnado se tivesse percebido à primeira como se brincava aquele jogo de meninas: "ser a Violeta". 
Mas que miúda não gostaria de ser? A Violeta canta e dança ao mesmo tempo, e até parece que o faz bem, não admira que tenha toda uma legião de crianças a querer ser como ela que apesar das contrariedades da vida seguiu o seu sonho de querer cantar e dançar, é esta a formula do sucesso da serie infantil/juvenil, não vejo nada de patológico nisso. É a mesma de outras series. Eu queria ser a Ana dos cabelos ruivos e ela não fazia nem metade do que a Violeta faz. 
Anyway, só queria dizer que hoje fui dar com o meu filho mais velho que tem 4 anos a cantar assim: "Há tanto tempo não vi-te ... o tempo não passou...Raquel...uuhhhh".
Fiquei pasma e apercebi-me que ele estava a cantar Raquel do álbum Cão dos Ornatos Violeta que toca no meu carro há tanto tempo - há mais de dez anos que estou em negação. Juro que fiquei emocionada com a alegria com que ele estava a cantar aquela letra tão simples e tão difícil ao mesmo tempo. Não é preciso dizer que ele não é capaz de cantar aquela parte do "pensei até já ter estancado a hemorragia" (nem ainda percebe o que isso quer dizer felizmente, nem no verdadeiro significado da palavra), mas não deixa de ser hilariante ver aquela letra tão sentida cantada de forma tão inocente por uma criança tão pequena. Mas juro que em primeiro lugar fiquei orgulhosa, por mim ele até já pode ser do Benfica que eu estou-me bem nas tintas: o puto gosta de ornatos!!!! Talvez não ache tanta graça quando ele começar a cantar a primeira estrofe do Punk moda funk...
I, vamos ter que nos aguentar com os Ornatos e com a Violeta, não sei se iremos a tempo de pôr o CD das Histórias da Carochinha no carro. 

sábado, 20 de dezembro de 2014

consciência moral no Natal


Imagem aqui 
Depois de o meu filho mais velho ter ficado muito triste (e com razão), por um pequeno desentendimento familiar, eu cheia de culpa numa tentativa de consolá-lo instantaneamente, porque sabia que não era aquilo que lhe ia tirar o desgosto, mas não custava tentar e eu lavava um bocadinho a minha alma da culpa que sentia por não ter chegado a horas à inauguração do presépio da sua escola, e por consequência não o ouvi cantar...
Chegados a casa disse-lhe assim: Olha porque é que não vais tirar um chocolate da árvore de Natal?
O miúdo olhou para mim espantado, uma vez que eu lhe tinha dito que não eram para comer (logo) , porque senão chegávamos ao Natal com o pinheiro sem chocolates...
Respondeu-me assim: Mãe anda lá comigo ao meu quarto...
Fui com ele e apontou para uma cesta cheia de brinquedos pequenos: animais, carros, bonecos...
Não percebi o porquê até que ele me mostrou no meio dos brinquedos um sino de chocolate da árvore de Natal....
Além da surpresa que o puto apanhou de eu o mandar tirar um chocolate "daqueles", a sua expressão também revelava alguma culpa por ter tirado da árvore um chocolate às escondidas na esperança que eu não percebesse...
Percebendo imediatamente o dilema moral que se estava a formar naquela cabeça pequenina com aquele coração apertado, disse-lhe: "Tiraste sem a mãe saber?"
"- Sim Mãe, este era um segredo só meu".
Que é como quem diz: Não aguentei a culpa de guardar um chocolate roubado da árvore à socapa, depois de tu me dizeres para comer um sem mais nem menos (not). Mal sabia ele que quem estava cheia de culpa era eu.
Deu para perceber que não vale a pena estar com ameaças de meia tigela do género: "Porta-te bem senão pai Natal não te traz os presentes que pediste!!!", porque eles têm plena consciência (e se pesa) de quando se portam bem ou menos bem. 
Mas em todo o caso, prefiro ser eu a ficar com a culpa, porque não se pode comparar o chegar atrasado à inauguração do presépio com o roubar um chocolate da árvore.
Miguel 1- Mãe 0.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

porque hoje é sexta #9


Depois de uma semana de trabalho, sinto que ainda não recuperei do jet leg de estar seis meses em casa.
Sinto-me distante e longe de tudo, onde não entendo o que os outros dizem.
Eu estou no trabalho, mas o meu coração está em casa.
Estou bem onde não estou, porque eu só quero ir onde não vou. 
Hoje é sexta feira, por isso estou mesmo assim. É todo um processo suponho.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

o dia começa às 17:30


17:31 - Quero chocolate.
- Não.
17:32 - Quero ir ver desenhos animados.
- Vai ver.
17:34 - Quero leite frio.
A mãe já te leva.
17:36 - Quero cortar papel.
- Não sei da tesoura.
17:37 - Então quero chocolate.
- Não.
17:38 - Vou cortar as etiquetas de Natal.
- Vai já, toma lá a tesoura.
17.39 - Mãe não quero esta de bebés, quero a tua tesoura preta.
- Corta com essa que a mãe dá-te chocolate a seguir.
17:40 - Dois triângulos? (ele quer dizer quadrados)
- Um.
17:41 - Dois triângulos? (outra vez).
- Não respondo.
17:42 - Quando é que posso comer o Pai Natal de chocolate?
- Não podes.
17:43 - Quero abrir o presente que a I me deu.
- Só no Natal.
17:44 - Falta muito para o Natal?
- Não, já falta pouco tempo.
18:00 - Quero ir ver fotografias no computador.
- Agora não pode ser, a mãe está a trabalhar.
18:05 - Quero comer o Pai Natal.
- Se o comeres ele não te traz presentes.
...
19:00 - Quero a banheira com muita água.
- Assim chega.
19:02 - Quero mais bonecos para brincar.
- Esses chegam muito bem.
19:04 - Não quero lavar o cabelo.
...
19:45 - Quero as minhas crocs.
- Calça as pantufas.
19.46 - Quero as crocs.
- As pantufas...
...
20:00 - Só quero comer brócolos.
- Brócolos e peixe.
20:01 - Só brócolos.
- Brócolos, peixe e batatas.
20:30- Mãe quero ir para a praia.
- Vamos no verão.
20:31 - Vamos muito tempo?
- Vamos.
...
20:47 - Quero ir dormir.
- Boa ideia.
21:00 - Mãe...
Diz filho...
...
21:01 - Amanhã não quero ir à Festa de Natal da Escola.
...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

as emoções explicadas às crianças e/ou aos adultos como se fossem crianças

As emoções vistas pelo avesso, o seu papel na elaboração mental dos sentimentos e das nossas memórias efectivas. Um filme de animação a não perder para grandes e pequenos. 




segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

desistimos à primeira?!

Frank Sinatra & Mia Farrow
Nisto das relações conjugais, a responsabilidade, ou a culpa, como na maioria dos casos é chamada, não pode cair exclusivamente em cima de um dos membros do casal. Nem que um tenha 99% de razão e o outro só tenha 1%, mas mesmo assim já existe um enorme desequilíbrio, que só por si não faz com que um seja o bom da fita/vitima e o outro seja o vilão. Esta disparidade nas diferenças que podem ser encontradas numa relação acusam um desgaste que foi ignorado por ambas as partes, o que não permite nem condenar nem absolver qualquer uma das partes interessadas. Se é que ainda têm algum interesse em comum além dos filhos (quando o têm).
Assim, podemos desistir na primeira vez que percebemos que afinal éramos "só" bons amigos, podemos desistir à primeira quando nos fartamos de pagar sozinhas as contas de casa ao fim de 9 anos de casados, desistimos à primeira quando sabemos que mesmo juntos quem cuida dos filhos é só um, desistimos à primeira quando alguns vícios que pareciam normais no inicio da relação, já há muito que ultrapassaram a ténue linha da "aceite normalidade".
Coisas como estas acontecem só aos casais normais. Aqueles que namoraram anos e anos e se conheciam muito bem, aqueles que namoraram seis meses e foi amor à primeira vista, aqueles que têm três filhos mais ainda querem ter outro, aqueles que são sempre tão simpáticos quando nos cruzamos com eles no café. Ninguém diria. Parece sempre que a corda há-de partir primeiro com aqueles casais aos quais não damos nem um mês juntos, aqueles casais que só vão de férias sozinhos porque parece que não se dão com ninguém, nem têm casais amigos (expressão nojenta) e ainda por cima discutem (cruzes credo).
O certo é que a  responsabilidade está longe de ser exclusivamente de um ou de outro, quando se trata do final de uma relação, ou do amor de numa relação. Não me parece que valha a pena acusar falta de atenção, falta de tempo, falta de empenho, falta de vontade, falta de carinho. Porque antes de podermos pedir  qualquer coisa, também devemos saber dá-la. É uma troca, não é algo unilateral a que possamos apontar o dedo, porque assim também nos estamos a pôr em causa - aquilo que nós também não fizémos.

perdidos e achados