sexta-feira, 24 de abril de 2015

este blog não é


Foto | Mad Men

Há uma ano atrás, e em vésperas de dia da revolução de abril, surgiu a primeira mensagem deste blog, cujo nome nasceu há muito mais tempo, mas isso também não vem agora ao caso.
Ou talvez venha, já que desde que o iniciei, tenho tentado seguir uma linha editorial que represente a minha forma de estar e ver o mundo e os outros, que mostre a forma como eu vejo as coisas, as relações, a vida em geral, a maternidade em particular, com pequenos/ grandes detalhes à mistura que fazem a própria vida valer a pena, boas ideias para pôr em prática, motivação para superar as angustias que nos tocam a todos, mas sobretudo inspiração para ver o dia-a-dia com outros olhos.
Neste processo de (in)definição, tenho pensado sobre que tipo de blog é este. 
Como ainda não percebi bem aquilo que ele é, decidi começar pelo que não é.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

em primeiro a vontade

Pensava eu, que andava com falta de inspiração, mas a minha sorte (grande) é estar rodeada por algumas pessoas assim para cima de excepcionais. Por acaso até ando a (re)pensar neste espaço, os conteúdos, a imagem, o nome...ou não, mas este blog existe em grande parte pela força que me deste para colocar alguma coisa do que penso assim em sinal aberto, o que é muito estranho e entusiasmante ao mesmo tempo. Se não fosses tu talvez o psi ainda estivesse com 0 mensagens, 0 comentários, 0 visualizações, mas comecei...e só faz falta começar seja por onde for. Dar o primeiro passo.
Ninguém sabe como é que as coisas vão ser se não tentarmos, é o que ouvimos vezes e vezes sem conta, muito poucos conseguem passar da palavra ao acto, mas vocês conseguiram. São uns corajosos. São uns valentes por correrem atrás daquilo que desejam, às vezes mesmo contra todas as previsões negativistas. Na verdade não sabemos como vai ser porque não temos "uma bola de cristal", mas aquilo que sinto (desde o inicio do processo) é que vai "ficar tudo bem".
O que o PNL faz às pessoas...


quarta-feira, 1 de abril de 2015

querida lanidor

De tudo, o que eu gosto mais em ti são os estampados de verão. Mas também da simplicidade das linhas, da qualidade dos materiais. Mas isso são pequenos detalhes. Porque quando se vê uma mulher com uma peça qualquer da Lanidor (e reconhece-se logo), imediatamente aquilo que se pensa é: "Como é que aquela cabra faz para parecer tão boazona sem se esforçar nada?".
É que parece que acordam logo assim. Simplesmente isto, vá umas pernas tonificadas também ajudam, mas continuam a ser um detalhe. Nada demais.


terça-feira, 31 de março de 2015

ler é o melhor remédio


Cada vez mais nos chegam casos de problemas com contornos diferentes daqueles que estudámos nos livros há tanto tempo, os tempos mudaram, o conceito de família evoluiu, a nossa realidade familiar não é estanque, há que acompanhar essa evolução, há que compreender sobretudo a forma como essa evolução afecta o desenvolvimento das crianças e dos jovens que queremos ajudar. 
Um livro essencial para técnicos que queiram ajudar a reestruturar as realidades familiares com as quais trabalham, mas também, e sobretudo para famílias, que podem ler-se sob a perspectiva de diferentes profissionais, entre eles, professores, psicólogos, jornalistas, psicanalistas, jornalistas, assistentes sociais, psiquiatras, terapeutas familiares e outros investigadores com a coordenação de Otília Monteiro Fernandes e Carla Maia.
Porque é na família que nos construímos e também na família que nos reinventamos.

a dieta ainda pode esperar

Foto | Notícias Magazine
Apesar de faltarem menos de três meses para o verão, eu sou obrigada, a pedido de muitas famílias a partilhar a receita do pudim de leite condensado, que muitas pessoas chamam de flan brasileiro mas nós chamamos Pudim Da Gui.
Trata-se de uma receita com um grande grau de dificuldade, mas não precisa de bimby, pasmem-se.

segunda-feira, 30 de março de 2015

*os homens são de Marte e as mulheres são de Venus #2


Assim só para começar a semana com o pé direito, lembrei-me de escrever pela segunda vez sobre este tema absolutamente apaixonante que é a guerra dos sexos.
Dando continuidade a uma rubrica inaugurada long time ago, julgo que já é tempo de (peço desculpa pelo pleonasmo) continuar a tentar perceber o que é que os os homens pensam sobre o nosso comportamento quando se põem a analisar aquilo que nós dizemos. Um bocado ingénuos portanto, porque muitas das vezes, nem nós próprias nos percebemos.
A expressão nº 2 é a seguinte: 


#2
"5 minutos"

Se ela se está a arranjar significa meia hora. 
"cinco minutos" só são cinco minutos se for o prazo que ela te deu para veres futebol antes de ajudares nas tarefas domésticas.



Vejo aqui tanto terreno pantanoso Meu Deus. Como é que correm o risco de misturar na mesma frase: gestão do tempo, futebol e "ajudar" nas tarefas domésticas.
Começamos pelo fim: ajudar nas tarefas domésticas é uma expressão nojenta (como diz a outra). Se partem do pressuposto que vão ajudar significa que a obrigação não é vossa, logo é nossa e nós já temos que nos dar por agradecidas se numa máquina, vocês "ajudam" se emparelharem quatro pares de meias. Grande ajuda sim senhor, faz toda a diferença numa cesta de roupa com 8 kg para dobrar, passar e arrumar nas gavetas. Já é motivo para nos darmos por satisfeitas por duas semanas: "Eu dobrei as meias".Devem pensar que tamanho feito vos dá imunidade politica.
Por isso se querem assim já um conselho completamente de borla, não se gabem de ajudar nas tarefas domésticas. Não se vangloriem quando levam o lixo três vezes seguidas, nem quando fazem o jantar, nem quando levam o cão à rua. É a vossa obrigação. Ajudar não existe. Existe partilhar, dividir tarefas. Percebido? É preciso escrever 50 vezes?

domingo, 29 de março de 2015

os nossos amigos são melhores do que os vossos

Porque existe empatia, mesmo a tantos Km de distância.
Porque existe entendimento, mesmo quando não respondemos logo a mails, mesmo quando somos obsessivos com datas e afins mas nos esquecemos de telefonar nos aniversários importantes, só para começar: 28 janeiro, 23 de fevereiro e 7 de março (já ligaste à A? Eu ainda não. Ah e tal ela está na Serra Nevada. Então ligo depois. Até hoje).
Porque existem cumplicidades que nos fazem rir de nós mesmos.
Porque há conversa da boa misturada com lambrusco, amêndoas de estalo, bolo de chocolate com boca doce de caramelo, pudim da Gui e gin tónico (para quem pode).
Porque pensamos de formas diferentes sobre muita coisa (ainda bem).
Porque temos a mesma opinião e partilhamos sentimentos sobres outras tantas coisas (tão bom).
Porque existem maridos que cuidam dos filhos enquanto as comadres falam à pressa para (tentar) pôr a conversa em dia.
Porque "mapa não é território".
Porque existe admiração por aqueles que não desistem de ser melhores em tudo o que fazem.
Porque existe motivação para mudar.
Porque existem sonhos.

perdidos e achados