quinta-feira, 11 de junho de 2015

5 sinais de que as férias fazem mal às pessoas


Afinal, sempre fizemos uma pausa, mas não estamos em stand by...
Coisas que me colocam dúvidas e me põem a pensar durante as férias:

1. As férias obrigam as pessoas a passarem tempo juntas e a fazerem coisas juntas. Algumas pessoas não sabem estar com as outras, outras pessoas não percebem como participar numa série-de-actividades-estipuladas-que fazem-parte-da-rotina-de-férias então optam por anular-se, por não opinar, não participar, não reivindicar espaço ou opinião, do género façam como se eu cá não estivesse. E não está mesmo.
2. É suposto as férias serem divertidas. É suposto estarmos felizes, é suposto que as miúdas tenham os laços na cabeça, as duas vestidas de igual, o nosso ego ali projectado naquelas duas alminhas que nos fazem bipolarizar entre um "Estou tão feliz por estarmos na praia" e um grito que nos salta de repente "Não mandes areia para cima da tua irmãaaaaaaa". Existe uma pressão enorme para aproveitarmos cada minuto, cada segundo a rir e já agora a agradecer, porque temos um privilégio que muitos não têm, já é uma sorte ir de férias...

segunda-feira, 8 de junho de 2015

o segredo da felicidade


Não estamos de férias, não estamos em pausa lectiva, não estamos fechados para obras, não estamos fechados para balanço.
Esta mulher podia muito bem ser eu, mas não sou. A única coisa que nos une é a preguiça, e o chapéu vá, só que o meu é preto, com a única diferença de que ela está em modo boa, estirada na praia e eu quando estou assim é porque estou a vigiar os miúdos. E o pai dos miúdos. Convém porque com os tempos que correm ...
Mas em boa verdade, neste momento estou em modo: eu-não-consigo-fazer-tudo-o-que-tenho-para-fazer-nem-que-ficasse-acordada-durante-um-mês-seguido.
Talvez seja uma boa altura para mandar tudo para as urtigas, ou para as algas, talvez também eu vá para uma praia qualquer pensar assim na vida, priorizar, seguir o flow e ser levada para onde me leva o coração, a vontade.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

de pequenino é que se torce o positivo


Tendo eu o privilégio de estar em contacto todos os dias com crianças, com as quais aprendo (tudo) todos os dias, também tenho a vantagem de estar em contacto com o seu contexto e ambiente de sala de aula.
Numa altura em que se fala tanto no pensamento positivo, na parentalidade positiva, na escola positiva, corro o risco de questionar se alguém pensa que o pensamento positivo será algum tipo de comprimido, algum milagre, ou algo instantâneo que aparece assim sem mais nem menos e de um momento para o outro, quando alguém nos diz: Tu tens que pensar positivo. E num clic a nossa cabeça começa a funcionar de outra forma e em vez de ver o copo meio vazio começa a ver o copo meio cheio.
aqui falei sobre este tema, mas de uma forma dirigida a adultos, mas na verdade o pensamento positivo treina-se, e quando temos o privilégio de trabalhar com crianças, é nosso dever (digo eu, mas é SÓ a minha opinião e vale o que vale) enquanto educadores transmitires-lhes as nossas ideias, as regras, as opiniões, o mundo, de forma positiva.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

as mães também gostam de dormir


vamos traduzir à letra: quanto mais feliz fores, menos necessidade tens de dormir, para funcionar na vida do dia-a dia. A tristeza aumenta a necessidades de dormir mais. 
Gostaria no entanto de operacionalizar de forma objectiva o termo: "quanto mais feliz fores"...porque ser feliz não é o fim é um meio, é preciso que nos consciencializemos disso assim que colocamos os pés fora da cama de manhã, ainda que só tenhamos dormido uma hora ... ou porque o mais novo acordou de hora a hora para mamar, ou porque o mais velho acordou com dor de ouvidos, seguindo-se o ritual de vir para a cama dos pais procurar aconchego e carinho. Se esta privação de sono não é já a felicidade em si, então ainda não sei o que é. É um tipo de felicidade por que há mais eu sei.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

organização da casa 1.0: acessórios


Este não é um blog de moda, mas é um blog de quem gosta de coisas bonitas, sejam elas pulseiras, relógios, agendas, tapetes para a sala, chávenas, bules, t-shirts com frases originais, 
Mas ainda gosta mais de manter tudo no seu devido lugar, seguindo o mantra obsessivo "tudo nesta casa tem um lugar". 
Assim seguindo os posts feitos anteriormente de organização da casa 1.0, sobre o hall de entrada, centros de correio e decoração com quadros, eis que surge uma nova ideia (obrigada I) de forma a sugerir novas formas de arrumação de acessórios, lenços, cintos, pulseiras, fios, relógios, anéis, óculos de sol....
Uma boa dica que posso dar é que é preciso "destralhar" de vez em quando este departamento, tirar aqueles acessórios que estão partidos e arranjar (ou não), doar ou vender aqueles que não vamos mesmo usar (sejam criticas), deitar fora os acessórios dos anos 90 (quem tem filhas pode guardar para mostrarem como foi a vossa adolescência). Ou seja não sejam lamechas com os anéis de pechisbeque que compraram na rua Augusta há mil anos atrás, não se agarrem a isso porque não é vintage, é só piroso.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

relações à prova de (quase) tudo



John Gottman é um conhecido terapeuta, especialista na área do aconselhamento de casais, cujo objecto de estudo são exactamente as relações entre os casais, e desde há muito tempo que vem a demonstrar quais são os "pecados mortais" numa relação. 
De acordo com o autor, são apenas precisos cinco minutos de observação de um casal para perceber com uma grande segurança (90% de certeza) se um casal se vai divorciar ou não, uma vez que existem quatro características presentes na comunicação de um casal que podem predizer ou não o fim dessa mesma relação. 
Os comportamentos identificados como mortais, nefastos para uma relação são os seguintes: 

Criticismo: Há uma grande diferença entre a queixa e a crítica – esta última ataca a pessoa e não o seu comportamento. Um erro que muitos comentem, sem perceber;
Desprezo: '… chamar nomes, revirar os olhos, gozar e usar humor hostil. Qualquer uma destas formas de desprezo (…) é venenosa para uma relação porque transmite o nojo pelo outro', descreve.
Defesa: '… Estar na defensiva é uma forma de culpar o seu parceiro. Estar na defensiva faz crescer o conflito'.
Bloqueio: Desliga-se do outro e não se interessa pelo seu parceiro. Isto gera um grande afastamento emocional.

Informação que me parece no mínimo útil, mas acima de tudo, uma terapêutica para administrar em modo vacina e não em modo de SOS para quando o amor já não for suficiente.
Porque não há amor que aguente.
Depois não venham dizer que ninguém vos avisou. 




a vida começa à segunda


Às vezes precisamos olhar para muito mais longe do que aquilo que os nossos olhos conseguem ver.
Precisamos persistir, mesmo quando pensamos que não sabemos bem para onde vamos.
Precisamos olhar para além do nosso horário das nove às cinco, para além da pilha de papeis por tratar, clientes e utentes para telefonar. Porque é preciso ver mais. É preciso acreditar mesmo quando não conseguimos ver imediatamente.
É preciso sonhar de olhos abertos para vermos claramente o caminho certo à nossa frente.
Boa semana!!

sexta-feira, 24 de abril de 2015

este blog não é


Foto | Mad Men

Há uma ano atrás, e em vésperas de dia da revolução de abril, surgiu a primeira mensagem deste blog, cujo nome nasceu há muito mais tempo, mas isso também não vem agora ao caso.
Ou talvez venha, já que desde que o iniciei, tenho tentado seguir uma linha editorial que represente a minha forma de estar e ver o mundo e os outros, que mostre a forma como eu vejo as coisas, as relações, a vida em geral, a maternidade em particular, com pequenos/ grandes detalhes à mistura que fazem a própria vida valer a pena, boas ideias para pôr em prática, motivação para superar as angustias que nos tocam a todos, mas sobretudo inspiração para ver o dia-a-dia com outros olhos.
Neste processo de (in)definição, tenho pensado sobre que tipo de blog é este. 
Como ainda não percebi bem aquilo que ele é, decidi começar pelo que não é.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

em primeiro a vontade

Pensava eu, que andava com falta de inspiração, mas a minha sorte (grande) é estar rodeada por algumas pessoas assim para cima de excepcionais. Por acaso até ando a (re)pensar neste espaço, os conteúdos, a imagem, o nome...ou não, mas este blog existe em grande parte pela força que me deste para colocar alguma coisa do que penso assim em sinal aberto, o que é muito estranho e entusiasmante ao mesmo tempo. Se não fosses tu talvez o psi ainda estivesse com 0 mensagens, 0 comentários, 0 visualizações, mas comecei...e só faz falta começar seja por onde for. Dar o primeiro passo.
Ninguém sabe como é que as coisas vão ser se não tentarmos, é o que ouvimos vezes e vezes sem conta, muito poucos conseguem passar da palavra ao acto, mas vocês conseguiram. São uns corajosos. São uns valentes por correrem atrás daquilo que desejam, às vezes mesmo contra todas as previsões negativistas. Na verdade não sabemos como vai ser porque não temos "uma bola de cristal", mas aquilo que sinto (desde o inicio do processo) é que vai "ficar tudo bem".
O que o PNL faz às pessoas...


quarta-feira, 1 de abril de 2015

querida lanidor

De tudo, o que eu gosto mais em ti são os estampados de verão. Mas também da simplicidade das linhas, da qualidade dos materiais. Mas isso são pequenos detalhes. Porque quando se vê uma mulher com uma peça qualquer da Lanidor (e reconhece-se logo), imediatamente aquilo que se pensa é: "Como é que aquela cabra faz para parecer tão boazona sem se esforçar nada?".
É que parece que acordam logo assim. Simplesmente isto, vá umas pernas tonificadas também ajudam, mas continuam a ser um detalhe. Nada demais.


terça-feira, 31 de março de 2015

ler é o melhor remédio


Cada vez mais nos chegam casos de problemas com contornos diferentes daqueles que estudámos nos livros há tanto tempo, os tempos mudaram, o conceito de família evoluiu, a nossa realidade familiar não é estanque, há que acompanhar essa evolução, há que compreender sobretudo a forma como essa evolução afecta o desenvolvimento das crianças e dos jovens que queremos ajudar. 
Um livro essencial para técnicos que queiram ajudar a reestruturar as realidades familiares com as quais trabalham, mas também, e sobretudo para famílias, que podem ler-se sob a perspectiva de diferentes profissionais, entre eles, professores, psicólogos, jornalistas, psicanalistas, jornalistas, assistentes sociais, psiquiatras, terapeutas familiares e outros investigadores com a coordenação de Otília Monteiro Fernandes e Carla Maia.
Porque é na família que nos construímos e também na família que nos reinventamos.

a dieta ainda pode esperar

Foto | Notícias Magazine
Apesar de faltarem menos de três meses para o verão, eu sou obrigada, a pedido de muitas famílias a partilhar a receita do pudim de leite condensado, que muitas pessoas chamam de flan brasileiro mas nós chamamos Pudim Da Gui.
Trata-se de uma receita com um grande grau de dificuldade, mas não precisa de bimby, pasmem-se.

segunda-feira, 30 de março de 2015

*os homens são de Marte e as mulheres são de Venus #2


Assim só para começar a semana com o pé direito, lembrei-me de escrever pela segunda vez sobre este tema absolutamente apaixonante que é a guerra dos sexos.
Dando continuidade a uma rubrica inaugurada long time ago, julgo que já é tempo de (peço desculpa pelo pleonasmo) continuar a tentar perceber o que é que os os homens pensam sobre o nosso comportamento quando se põem a analisar aquilo que nós dizemos. Um bocado ingénuos portanto, porque muitas das vezes, nem nós próprias nos percebemos.
A expressão nº 2 é a seguinte: 


#2
"5 minutos"

Se ela se está a arranjar significa meia hora. 
"cinco minutos" só são cinco minutos se for o prazo que ela te deu para veres futebol antes de ajudares nas tarefas domésticas.



Vejo aqui tanto terreno pantanoso Meu Deus. Como é que correm o risco de misturar na mesma frase: gestão do tempo, futebol e "ajudar" nas tarefas domésticas.
Começamos pelo fim: ajudar nas tarefas domésticas é uma expressão nojenta (como diz a outra). Se partem do pressuposto que vão ajudar significa que a obrigação não é vossa, logo é nossa e nós já temos que nos dar por agradecidas se numa máquina, vocês "ajudam" se emparelharem quatro pares de meias. Grande ajuda sim senhor, faz toda a diferença numa cesta de roupa com 8 kg para dobrar, passar e arrumar nas gavetas. Já é motivo para nos darmos por satisfeitas por duas semanas: "Eu dobrei as meias".Devem pensar que tamanho feito vos dá imunidade politica.
Por isso se querem assim já um conselho completamente de borla, não se gabem de ajudar nas tarefas domésticas. Não se vangloriem quando levam o lixo três vezes seguidas, nem quando fazem o jantar, nem quando levam o cão à rua. É a vossa obrigação. Ajudar não existe. Existe partilhar, dividir tarefas. Percebido? É preciso escrever 50 vezes?

domingo, 29 de março de 2015

os nossos amigos são melhores do que os vossos

Porque existe empatia, mesmo a tantos Km de distância.
Porque existe entendimento, mesmo quando não respondemos logo a mails, mesmo quando somos obsessivos com datas e afins mas nos esquecemos de telefonar nos aniversários importantes, só para começar: 28 janeiro, 23 de fevereiro e 7 de março (já ligaste à A? Eu ainda não. Ah e tal ela está na Serra Nevada. Então ligo depois. Até hoje).
Porque existem cumplicidades que nos fazem rir de nós mesmos.
Porque há conversa da boa misturada com lambrusco, amêndoas de estalo, bolo de chocolate com boca doce de caramelo, pudim da Gui e gin tónico (para quem pode).
Porque pensamos de formas diferentes sobre muita coisa (ainda bem).
Porque temos a mesma opinião e partilhamos sentimentos sobres outras tantas coisas (tão bom).
Porque existem maridos que cuidam dos filhos enquanto as comadres falam à pressa para (tentar) pôr a conversa em dia.
Porque "mapa não é território".
Porque existe admiração por aqueles que não desistem de ser melhores em tudo o que fazem.
Porque existe motivação para mudar.
Porque existem sonhos.

sexta-feira, 27 de março de 2015

porque hoje ainda é sexta #12


Somos treinados, para responder mais do que incentivados a compreender e a aceitar as coisas como elas são.
Ficamos ansiosos quando não temos a resposta na ponta da língua, ou quando alguém nos toma por tolos.
Ficamos a remoer naquilo que podíamos ter dito e não dissemos, e tão bem que tínhamos saído desta ou daquela situação se na altura nos tivéssemos lembrado desta resposta que lhe "assentava que nem uma luva".
Parece que ficamos com o ego destroçado enquanto os outros batem no peito como o tarzan porque são os maiores, os mais rápidos na resposta maldosa.
Falo disto com algum conhecimento de causa, porque sou perita em lembrar-me das boas respostas mais ou menos uma hora depois. Tenho um delay de uma hora.


# 1 Expressam gratidão
- Quando apreciar aquilo que tem, irá valorizar aquilo que tem;
- Se não estivermos gratos por aquilo que já temos, iremos sentir dificuldade em sentirmos-nos felizes

# 2 Cultivam o optimismo
- As pessoas que pensam positivamente vêm o mundo cheio de oportunidades infinitas, especialmente nos tempos difíceis.

# 3 Evitam pensar demasiado nas coisas e também não se comparam com os outros
- Comparar-se com as outras pessoas pode ser veneno para si;
- A única pessoa com a qual se deve comparar é consigo próprio. Aquele que era antes e o que é agora.

quarta-feira, 25 de março de 2015

M de Maior


Mas sobretudo...
M de meiga
M de majestosa
M  de maravilhosa
4 anos certinhos de uma flor que se escreve com a letra M
4 anos cheios de orgulho por ser a sua Madrinha
Feliz Aniversário!!

segunda-feira, 23 de março de 2015

características do pensamento positivo

Há nas pessoas motivadas, algo que nos contagia, que é diferente, que nos fascina.
Há quem chame energia, há quem diga que têm paz de espírito. Mas as pessoas motivadas têm sempre, (ou quase sempre) um pensamento positivo.
O pensamento positivo traduz-se na nossa capacidade inata para produzir os resultados por nós desejados, é acreditar nas possibilidades, mesmo quando os factos parecem indicar o contrário, é enfrentar os problemas de cabeça erguida e implica criar  e fazer escolhas criativas.

Ao "dissecarmos" o conceito de pensamento positivo percebemos que é composto num total por dez características ....
o entusiasmo
o optimismo
a crença
a integridade
a coragem
a confiança
a determinação
a paciência
a calma
a concentração

Todas estas variáveis influenciam até que ponto conseguimos ou não construir adequadamente o nosso pensamento positivo.
Se conseguirmos perceber quais as características que precisam de um maior investimento, estaremos a melhorar o  pensamento e por consequência o comportamento positivo.
Na verdade, tanto os pensamentos positivos como os negativos contêm factos, mas o pensamento positivo é em grande parte aprendido.
Assim, podemos desaprender pensamentos negativos e redescobrir o pensamento positivo.
Podemos começar hoje.


perdidos e achados