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quinta-feira, 11 de junho de 2015

5 sinais de que as férias fazem mal às pessoas


Afinal, sempre fizemos uma pausa, mas não estamos em stand by...
Coisas que me colocam dúvidas e me põem a pensar durante as férias:

1. As férias obrigam as pessoas a passarem tempo juntas e a fazerem coisas juntas. Algumas pessoas não sabem estar com as outras, outras pessoas não percebem como participar numa série-de-actividades-estipuladas-que fazem-parte-da-rotina-de-férias então optam por anular-se, por não opinar, não participar, não reivindicar espaço ou opinião, do género façam como se eu cá não estivesse. E não está mesmo.
2. É suposto as férias serem divertidas. É suposto estarmos felizes, é suposto que as miúdas tenham os laços na cabeça, as duas vestidas de igual, o nosso ego ali projectado naquelas duas alminhas que nos fazem bipolarizar entre um "Estou tão feliz por estarmos na praia" e um grito que nos salta de repente "Não mandes areia para cima da tua irmãaaaaaaa". Existe uma pressão enorme para aproveitarmos cada minuto, cada segundo a rir e já agora a agradecer, porque temos um privilégio que muitos não têm, já é uma sorte ir de férias...

segunda-feira, 27 de abril de 2015

relações à prova de (quase) tudo



John Gottman é um conhecido terapeuta, especialista na área do aconselhamento de casais, cujo objecto de estudo são exactamente as relações entre os casais, e desde há muito tempo que vem a demonstrar quais são os "pecados mortais" numa relação. 
De acordo com o autor, são apenas precisos cinco minutos de observação de um casal para perceber com uma grande segurança (90% de certeza) se um casal se vai divorciar ou não, uma vez que existem quatro características presentes na comunicação de um casal que podem predizer ou não o fim dessa mesma relação. 
Os comportamentos identificados como mortais, nefastos para uma relação são os seguintes: 

Criticismo: Há uma grande diferença entre a queixa e a crítica – esta última ataca a pessoa e não o seu comportamento. Um erro que muitos comentem, sem perceber;
Desprezo: '… chamar nomes, revirar os olhos, gozar e usar humor hostil. Qualquer uma destas formas de desprezo (…) é venenosa para uma relação porque transmite o nojo pelo outro', descreve.
Defesa: '… Estar na defensiva é uma forma de culpar o seu parceiro. Estar na defensiva faz crescer o conflito'.
Bloqueio: Desliga-se do outro e não se interessa pelo seu parceiro. Isto gera um grande afastamento emocional.

Informação que me parece no mínimo útil, mas acima de tudo, uma terapêutica para administrar em modo vacina e não em modo de SOS para quando o amor já não for suficiente.
Porque não há amor que aguente.
Depois não venham dizer que ninguém vos avisou. 




segunda-feira, 30 de março de 2015

*os homens são de Marte e as mulheres são de Venus #2


Assim só para começar a semana com o pé direito, lembrei-me de escrever pela segunda vez sobre este tema absolutamente apaixonante que é a guerra dos sexos.
Dando continuidade a uma rubrica inaugurada long time ago, julgo que já é tempo de (peço desculpa pelo pleonasmo) continuar a tentar perceber o que é que os os homens pensam sobre o nosso comportamento quando se põem a analisar aquilo que nós dizemos. Um bocado ingénuos portanto, porque muitas das vezes, nem nós próprias nos percebemos.
A expressão nº 2 é a seguinte: 


#2
"5 minutos"

Se ela se está a arranjar significa meia hora. 
"cinco minutos" só são cinco minutos se for o prazo que ela te deu para veres futebol antes de ajudares nas tarefas domésticas.



Vejo aqui tanto terreno pantanoso Meu Deus. Como é que correm o risco de misturar na mesma frase: gestão do tempo, futebol e "ajudar" nas tarefas domésticas.
Começamos pelo fim: ajudar nas tarefas domésticas é uma expressão nojenta (como diz a outra). Se partem do pressuposto que vão ajudar significa que a obrigação não é vossa, logo é nossa e nós já temos que nos dar por agradecidas se numa máquina, vocês "ajudam" se emparelharem quatro pares de meias. Grande ajuda sim senhor, faz toda a diferença numa cesta de roupa com 8 kg para dobrar, passar e arrumar nas gavetas. Já é motivo para nos darmos por satisfeitas por duas semanas: "Eu dobrei as meias".Devem pensar que tamanho feito vos dá imunidade politica.
Por isso se querem assim já um conselho completamente de borla, não se gabem de ajudar nas tarefas domésticas. Não se vangloriem quando levam o lixo três vezes seguidas, nem quando fazem o jantar, nem quando levam o cão à rua. É a vossa obrigação. Ajudar não existe. Existe partilhar, dividir tarefas. Percebido? É preciso escrever 50 vezes?

quarta-feira, 25 de março de 2015

M de Maior


Mas sobretudo...
M de meiga
M de majestosa
M  de maravilhosa
4 anos certinhos de uma flor que se escreve com a letra M
4 anos cheios de orgulho por ser a sua Madrinha
Feliz Aniversário!!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

As mulheres são de Vénus e os homens de Marte*

O meu marido enviou-me um e-mail (com um timing perfeito by the way) cujo conteúdo discorre acerca das expressões utilizadas pelas mulheres que têm um duplo significado, ou melhor que nós mulheres dizemos de uma maneira para os homens perceberem de outra. Assim um género de indirectas, meios-termos, coisas para que os homens percebam nas entrelinhas…
Pois deixem que vos diga só uma coisa…há tanto tempo que as mulheres já deixaram de perder tempo com esse tipo de sinais de fumo, se os homens perceberem aquilo que nós pedimos muito bem explicadinho na lista do supermercado, já é uma sorte e das grandes, não vamos ter pretensões que entendam, a nossa linguagem corporal, ou a cinestésica, digamos que isso seria comparar um jogo do Inatel com a liga dos campeões.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

priorizar o essencial


Já aqui escrevi cerca de 3580 vezes, que sou obcecada por fazer listas, como também por levá-las literalmente à risca e gostar (adorar) riscar tudo o que tenho feito.
Esta lista serve para tomarmos uma maior consciência de quem somos, de como nos relacionamos com os outros, com aquilo que temos e também com o que desejamos ter, mas acima de tudo ser. 
Um exercício simples mas complexo, que vai servir não só para reflectir, mas acima de tudo para nos consciencializarmos intimamente de tudo aquilo que está bem à nossa frente mas nem sempre conseguimos ver.
Não conseguimos porque estamos muitoooo ocupadas na correria casa-trabalho-casa-miúdos no banho-jantar-miúdos a dormir- desmaiar. Mas mesmo no meio de de uma enorme azáfama familiar, no meio das actividades extra curriculares, das máquinas de roupa para fazer, das reuniões para preparar, dos relatórios por fazer, ventilans, soro fisiológico, casa arrumada, casa num caos, não acordes o teu irmão, quando é podemos ir os dois jantar fora?,...É possível trabalhar a serenidade quando pensamos estar no meio do caos. Parece difícil? Só com magia? Talvez. Acho que é uma motivação para fazer diferente, para fazer melhor. É isso, ou então talvez seja "simplesmente" psicologia positiva...Confere Vizinha F?
Desejo-vos um fantástico fim de semana!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

desistimos à primeira?!

Frank Sinatra & Mia Farrow
Nisto das relações conjugais, a responsabilidade, ou a culpa, como na maioria dos casos é chamada, não pode cair exclusivamente em cima de um dos membros do casal. Nem que um tenha 99% de razão e o outro só tenha 1%, mas mesmo assim já existe um enorme desequilíbrio, que só por si não faz com que um seja o bom da fita/vitima e o outro seja o vilão. Esta disparidade nas diferenças que podem ser encontradas numa relação acusam um desgaste que foi ignorado por ambas as partes, o que não permite nem condenar nem absolver qualquer uma das partes interessadas. Se é que ainda têm algum interesse em comum além dos filhos (quando o têm).
Assim, podemos desistir na primeira vez que percebemos que afinal éramos "só" bons amigos, podemos desistir à primeira quando nos fartamos de pagar sozinhas as contas de casa ao fim de 9 anos de casados, desistimos à primeira quando sabemos que mesmo juntos quem cuida dos filhos é só um, desistimos à primeira quando alguns vícios que pareciam normais no inicio da relação, já há muito que ultrapassaram a ténue linha da "aceite normalidade".
Coisas como estas acontecem só aos casais normais. Aqueles que namoraram anos e anos e se conheciam muito bem, aqueles que namoraram seis meses e foi amor à primeira vista, aqueles que têm três filhos mais ainda querem ter outro, aqueles que são sempre tão simpáticos quando nos cruzamos com eles no café. Ninguém diria. Parece sempre que a corda há-de partir primeiro com aqueles casais aos quais não damos nem um mês juntos, aqueles casais que só vão de férias sozinhos porque parece que não se dão com ninguém, nem têm casais amigos (expressão nojenta) e ainda por cima discutem (cruzes credo).
O certo é que a  responsabilidade está longe de ser exclusivamente de um ou de outro, quando se trata do final de uma relação, ou do amor de numa relação. Não me parece que valha a pena acusar falta de atenção, falta de tempo, falta de empenho, falta de vontade, falta de carinho. Porque antes de podermos pedir  qualquer coisa, também devemos saber dá-la. É uma troca, não é algo unilateral a que possamos apontar o dedo, porque assim também nos estamos a pôr em causa - aquilo que nós também não fizémos.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

manual de sobrevivência para o Natal


Créditos de Imagem

Gosto do Natal.
Gosto do que o Natal representa, porque acredito.
Por outro lado, incomoda-me um pouco, bastante, quem se aproveita do espírito natalício e que acaba por envolver os mais bem intencionados de más intenções.
Porque é Natal sempre que o homem quer, logo sempre que eu quero, também existem algumas linhas de orientação a ter em conta até dia 24 para não deixar que o espírito não natalício dos outros nos engula por completo.
Desde as inúmeras campanhas de angariação de donativos, em dinheiro ou em géneros que por vezes não sabemos muito bem para onde vão parar, até às rifas que nos pedem para vender da escola dos nossos filhos: "Vá-lá dê uma ajudinha ...não vê que é Natal!".
Jantares de Natal do trabalho, da ginástica, do clube de teatro, do pessoal da bola. É muito difícil ir a todos, ou ter a mesma disposição em todos, festejar o Natal deixa de ser especial, passa a ser banal e mais uma oportunidade para ir para a farra.  Há sempre aquele jantar onde há uns que vão por medo, outros vão por obrigação, outros vão porque é a única oportunidade que têm de partir a corda e levam o ano todo a falar disso, "Ai tu estavas linda no jantar de Natal do ano passado!!".
Se por acaso, alguém se atreve a dizer que não vai ao jantar de Natal da empresa, aquilo cai o carmo e a trindade, porque é uma desmancha prazeres, porque "olhe que não devia ser mal agradecida, já que foi promovida este ano...veja lá o que faz ...". Ficamos tão cheios de espírito de Natal neste momento. 
E a troca de prendas? Uiiiii que bom. Ele há os presentes que damos por obrigação, os presentes que são "só uma lembrancinha", os presentes que já sabemos que são chocolates, então nem desembrulhamos e guardamos para dar a outra pessoa...
A ideia que temos de que a perfeição existe no Natal é o que mais pode estrangular o Natal. 
Porque a vida não é exactamente como nos postais ilustrados em que as famílias e amigos brindam felizes e contentes e as crianças brincam lá fora na neve.
Há sempre alguém que fica desiludido com presentes, há sempre coisas por esclarecer, há sempre quem beba demais, há sempre uma cunhada a criticar outra, quando uma contribui para ceia com camarão tigre, enquanto que a outra traz um pacote de amendoins. 
Há sempre um grande esforço para agradarmos a todos porque tem que ser. Porque é Natal e não queremos estragar tudo, ainda que tenhamos coisas mal resolvidas com uma ou outra pessoa. Algo que ficou por dizer, mas agora também não queremos ser os responsáveis por quebrar todo aquele ambiente. Assim guardamos para nós aquele mal estar.
Há sempre a pressão de estarmos todos juntos, num espaço muito pequeno, e a cena acaba eventualmente por se tornar desconfortável. E porquê? Porque não vamos aos treinos.
Talvez, devêssemos treinar mais vezes para o Natal, ou seja, simplesmente passar mais tempo juntos durante todo o ano em vez de depositar as esperanças todas no Natal.
Porque qualquer motivo é bom para estarmos juntos, sem pressões, sem necessidade de agradar, sem obrigações.
Talvez devêssemos estar juntos só porque sim, só porque nos apetece.
Talvez não seja preciso esperar pelo Natal para dar um presente.
Talvez os melhores presentes nem se vendam nas lojas, nem sejam aqueles que são impingidos pela publicidade. 
Mas mesmo assim, não desisto e continuo a gostar do Natal, mesmo com tantos spoilers.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

dar graças


Mais do que uma rotina, estarmos gratos, é um ritual diário, é uma forma de estar, é a consciência de quem somos.
Mais forte do que os laços de sangue são também os laços de afecto que nos unem uns aos outros.
Porque hoje é um dia especial para agradecer, estou-te grata também a ti I.
Por seres idónea, Incomparável, Inesquecível e muito mais que uma amiga Importante.
Feliz Aniversário!!

terça-feira, 25 de novembro de 2014

ir vs ficar

Créditos de Imagem
Porque motivo, conhecemos pessoas mais descontraídas, alegres, generosas e resilientes, enquanto que conhecemos outras mais inseguras, dependentes e pessimistas? Será que tiveram experiências de vidas iguais ou distintas? Será que umas foram bafejadas pela sorte e outras não? O que as distingue além dos seus traços de personalidade?
Todos os dias nos cruzamos com pessoas que ao mínimo obstáculo desistem da sua viagem, enquanto que há outras que sobem montanhas e enfrentam tempestades para alcançar os seus objectivos.
Talvez tenhamos sido mesmo programados para ser de uma maneira ou de outra. Inconscientemente programados talvez. 
Talvez qualquer teoria determinista nos diga que os problemas que enfrentámos no passado tenham levado o melhor de nós, e que não há já muito a fazer em relação a isso, mas também é possível mudar, resistir, ser resiliente e escolher ver o lado melhor de tudo, tudo na vida.
A partir do momento em que temos consciência do poder que há na escolha, a responsabilidade da nossa vida pertence-nos. Não há motivos para culpar ninguém, nem mesmo quem nos programou.
Há quem viva inconsciente por muito tempo e desperte, mas também há quem desperte e não consiga acordar e seguir em frente. 
O potencial de mudança que existe em cada um de nós, é a medida exacta para o caminho que escolhemos fazer na nossa vida. 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

tempo de espera

Porque acreditamos no poder da espera.
Porque gostamos de nos preparar para o que está para vir.
Porque também gostamos de contar dias, de fazer uma lista de coisas boas, seja para comer ou fazer.
Porque este ano decidimos aderir a este movimento e para partilhar aquilo que já praticávamos.
Porque somos pela partilha de boas ideias.
Porque gostamos de rituais.
Ficam aqui algumas ideias inspiradoras para criar o nosso próprio calendário do Advento e saber apreciar o tempo de espera em família.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

somos pais sozinhos?!

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Ao tentar  traçar um perfil dos pais que acompanho, no que respeita à pedagogia, deparo-me muitas vezes, assim de forma geral, com dois tipos de pais, aqueles que querem incutir 658 regras aos filhos e aqueles nem sabem o que são regras e quem manda lá em casa obviamente que são os filhos. Os primeiros querem incutir tudo e mais alguma coisa na educação dos filhos, os segundos acham que as crianças se educam sozinhas. Mas todos, e cada um à sua maneira, tentam dar o seu melhor e fazem o mais que podem e sabem pelos seus filhos.
Diz-se que para educar uma criança é preciso uma aldeia, mas cada vez mais crescemos com a convicção de que nós é que sabemos como educar os nossos filhos, porque desejamos que tenham as tais regras, sejam educados, sempre limpos e impecáveis, cumprimentem as pessoas, digam se faz favor, desculpe e obrigado. Pensámos e idealizámos esta educação durante muito tempo, criámos grandes expectativas e agora é a altura de pôr a "nossa mestria" de educadores à prova: "Comigo nem pensar que vão fazer isso...há que estabelecer regras e limites..." bá blá blá. Somos muito convictos da nossa educação, aquela que julgamos ser a melhor porque é a nossa. Se por acaso há algum familiar que nos vê assim mais aflitos com a imposição nas nossas regras pode dizer assim qualquer coisa como: "Eu criei dois sozinha e comigo não havia essas cenas..." obviamente que nos sentimos colocados em causa e por consequência uns completos incompetentes em matéria de educar crianças. Sentimo-nos sozinhos. Porque somos nós a tentar educar os nossos filhos mas sempre com critica a espreitar por cima do ombro. Os pais precisam de ouvir: "Olha eu sei como te estás a sentir porque já passei por isso", não precisam ser acusados, porque isso não motiva ninguém a melhorar nem faz ninguém mais feliz, pais ou filhos. Acreditem que já nos chega a critica do nosso já muito insultuoso subconsciente.
Os pais precisam ainda, saber que não estão sozinhos nas dificuldades que sentem, precisam saber que essas dificuldades são normais e que às vezes não vale mesmo a pena tentar impor 10 regras  porque se os miúdos cumprirem 5 já é um sucesso. Porquê? Porque são crianças. Lembrem-se que já foram crianças. Lembrem-se que já foram "terríveis" e pensem nisso antes de começar a gritar com a vossa filha porque ela cortou o tecidos das cortinas da sala para fazer um vestido para a boneca (eu fiz isto quando era pequena, pareceu-me bem introduzir este exemplo agora).
A recompensa que os pais recebem é diária, é gigante mas não pode ser medida em bolinhas verdes, amarelas ou vermelhas no quadro do comportamento, mas vale pelas nódoas que os nossos filhos trazem da escola porque comeram sozinhos, vale pelas conversas que temos com eles no caminho escola-casa em que percebemos que eles cresceram quando nos explicam como aparece o arco-íris, quando nos dizem o quanto gostam de nós e o quanto nos admiram.
Os pais também precisam de aprender a jogar os corações ao alto e perceber que nem sempre têm que ser perfeitos, ou conseguir que os seus filhos estejam uma hora sentados numa mesa a deliciar-se com uma saborosa refeição como se fossem adultos, como eles não o são, aceitem isso, são crianças. Muitas vezes, encontramos mais apoio nos nossos amigos, que partilham connosco as suas fragilidades e com as quais nos identificamos, do que no dedo esticado da nossa mãe e/ou da nossa sogra a apontar as três coisas que fazemos mal, sem valorizar as outras duas que fazemos bem.
Assim, almocemos durante duas horas à mesa com os nossos amigos, enquanto (felizmente) interrompemos a refeição para trocar fraldas a uns, esconder as espadas a outros, assoar o nariz aos terceiros, e ainda ter tempo para ameaçar "se fizeres isso para a próxima já não vens", voltar à mesa  e ver que a comida já está fria, mas ter coragem para pegar  no copo de vinho e perguntar: "Estão a dizer mal de quem agora?"
Dificilmente conseguiremos ser pais sozinhos, pois precisamos de exemplos ao mesmo tempo que precisamos de um ombro para chorar, precisamos de nos aproximar de boas pessoas e de nos afastar das pessoas tóxicas (mesmo as da nossa família). Não podemos fazer cumprir tantas regras como gostaríamos aos nossos filhos, mas podemos permitir-nos a simplesmente agradecer por tudo aquilo que eles nos dão sem pedir nada em troca. Muito facilmente vamos chegar à conclusão de que  estes anos de luta foram os melhores da nossa vida. Com ou sem regras.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

a lista e as pedras preciosas

créditos de imagem
Em Comprometida, a sequela de Comer, Orar e Amar, Elizabeth Gilbert, a autora e protagonista, conta-nos, ou pelo menos tenta, o que é ser e estar casada, qual o significado do casamento, através de uma pesquisa bibliográfica, mas também se baseia nas histórias de vida dos seus amigos, familiares, na sua própria história, na história do marido, sim eles acabam por casar, a muito custo e com muitos receios (gato escaldado...) mas casam.
No decorrer deste último livro autobiográfico a autora, numa procura (acho eu) de motivos para casar e desta vez para que dê certo, faz uma lista de cinco dos seus piores defeitos, na esperança de dar o passo (certo) nesta nova relação com uma maior consciência. 
Ela faz a lista dos seus cinco maiores defeitos, lê-a a em voz alta ao até então namorado, e pergunta-lhe se ele poderá viver com uma pessoa que, passo a citar o único defeito da sua lista, no qual me revejo e reconheço: "Prezo  muito a minha opinião. De uma forma geral, penso ser eu quem melhor sabe, como é que toda a gente devia viver a sua vida - e tu, mais que qualquer pessoa, serás vítima disto". Pessoalmente, devo dizer, em minha defesa que este defeito deve-se sobretudo à minha profissão. São ossos do ofício. Não sou eu.  

terça-feira, 16 de setembro de 2014

como armadilhar um casamento em três tempos #1


Há um filme de que gosto particularmente, ainda que sob o rótulo de comédia romântica, relata de forma caricaturada os maiores erros que as mulheres cometem quando namoram com um homem e  desta forma sabotam ainda que inconscientemente a relação.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

um contra o outro


Há algum tempo que tenho vindo a assistir a um fenómeno entre alguns casais da minha geração, ou ligeiramente mais velhos. Faz-me pensar, faz-me temer que um dia posso ser eu e o meu marido a estar nesse lugar, sim porque ao que parece ninguém está livre. Haverá alguma vacina? O que é que se faz para prevenir esta doença? Será uma doença? É que às vezes (ou quase sempre) há males que vêm por bem.

perdidos e achados